A Zoom tem sido uma das ferramentas mais utilizadas durante o isolamento devido à pandemia da COVID-19, sobretudo por empresas em teletrabalho e estudantes a receber aulas em casa. Mas a grande adesão também trouxe preocupações de segurança e privacidade à empresa, que tem sido alvo de acusações. A Google revelou que proibiu os seus colaboradores de utilizar a Zoom, exatamente por considerar que a mesma não é segura e tem vulnerabilidades, avança o Buzz Feed news.

E a Google não é a primeira grande tecnológica a tomar esta medida de precaução. Ainda recentemente foi a SpaceX de Elon Musk a proibir os seus empregados de a utilizar, pelos mesmos motivos de segurança. Anteriormente, o Estado de Nova Iorque decidiu banir o uso da plataforma de videoconferências devido também a várias queixas de problemas em relação a questões de segurança e privacidade durante o processo de registo.

No caso da Google, a tecnológica terá enviado um email aos seus colaboradores de que os seus computadores de trabalho iriam bloquear a aplicação, salientando a sua política interna que impede empregados de usar apps não aprovadas externas à rede da empresa. Ainda assim, deixa nota que poderá continuar a Zoom ou através da versão browser ou nos smartphones.

A base de utilizadores da Zoom explodiu durante a pandemia de coronavírus. Em dezembro de 2019 tinha cerca de 10 milhões de utilizadores diários, mas em março registava perto de 200 milhões por dia. Os problemas com a Zoom começaram em março, quando foi acusada de partilhar dados analíticos com o Facebook mesmo quando os utilizadores não tinham uma conta na rede social. Depois foi o FBI a alertar para os perigos de cibersegurança ligados ao Zoom, com diversas queixas de conferências a serem interrompidas por mensagens pornográficas ou com ameaças.

A empresa já reagiu e está a formar um conselho de segurança, tendo contratado Alex Stamos, antigo chefe de segurança do Facebook, para servir de conselheiro. Esse grupo de executivos conta já com nomes oriundos da Netflix, Uber, Eletronic Arts e outras empresas. Conforme refere Alex Stamos numa publicação na Medium, terá sido o próprio fundador da Zoom, Eric Yuan, a convidar o especialista para resolver o desafio da segurança.

Alexa Stamos ficou impressionado com o empenho e visão do CEO da Zoom em tornar a plataforma confiável, que aceitou o desafio de a tornar segura e focada nas questões de privacidade. No entanto, mantém o distanciamento, referindo que não é um empregado ou executivo da empresa, mas sim um consultor. “Como o meu currículo sugere, sou atraído por problemas difíceis”, refere o especialista na sua mensagem.

Em entrevista à CNN, Eric Yuan, CEO da Zoom recém-admitido na mais recente lista de bilionários da Forbes, admitiu que a empresa teve alguns “percalços”, indicando que a Zoom foi inicialmente concebida para organizações e empresas. “Devido à crise da COVID-19 avançamos demasiado depressa”, afirmou o responsável. No início de abril, o CEO deixou no blog oficial da empresa um pedido de desculpas aos utilizadores.

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