A história rocambolesca do criador do Facebook e dos seus antigos "sócios", os gémeos Tyler e Cameron Winklevoss, conhece novos episódios. Os irmãos que acusam Mark Zuckerberg de lhes ter "roubado" o Facebook vão regressar à justiça pelo mesmo motivo, depois do último acordo, num processo movido em 2008, que lhes rendeu 65 milhões de dólares. Tyler e Cameron Winklevoss alegam que o montante estabelecido na altura não corresponde ao real valor da empresa.

O processo original foi intentado em 2004 e acusava Mark Zuckerberg de ter lançado o Facebook apenas duas semanas depois de ter sido contratado pelos irmãos Winklevoss para escrever o código para a uma rede social criada pelos próprios, a ConnectU.

A acusação na altura alegou que Zuckerberg teria quebrado o acordo verbal estabelecido, copiando a ideia original e usando o código fonte que criou para a ConnectU no Facebook. Em 2008 as partes chegaram a um consenso, tendo sido estabelecida uma indemnização de 65 milhões de dólares.

No processo mais recente, os gémeos - retratados no filme "A Rede Social" - asseguram que o montante pago ficou aquém do valor real da empresa, porque Zuckerberg lhes ocultou informação.

O responsável pelo Facebook defende-se afirmando que o valor da rede social foi calculado pelos próprios irmãos, com base nos dados existentes nessa altura.

Os rumores sobre o novo processo acabaram por coincidir com o anúncio da intenção de Mark Zuckerberg em juntar-se ao grupo de multimilionários americanos dispostos a ceder uma parte considerável da sua fortuna em vida - "acumulado" que poderá diminuir se Tyler e Cameron Winklevoss conseguirem o seu objectivo.

SAPO com Tek

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