"Nos últimos tempos, surgiram muitas perguntas sobre nosso modelo económico, por isso quero esclarecer a forma como funcionamos", escreveu Zuckerberg em um artigo publicado por jornais como o americano Wall Street Journal ou o francês Le Monde.

"Se nos comprometemos a servir a todos, então precisamos de um serviço que seja acessível para todos. A melhor forma de fazer isto é oferecer um serviço gratuito, e isto é o que a publicidade nos permite fazer", completou.

O bilionário americano afirmou que o Facebook armazena os dados de seus usuários para melhorar sua experiência. "As pessoas dizem-nos que se devem ver anúncios, estes devem ser pertinentes para eles."

Mas isto não significa que a empresa vende os dados de seus usuários, destacou, em resposta a uma das críticas mais frequentes contra o Facebook, sobretudo desde o escândalo Cambridge Analytica, um caso de troca de informações pessoais sem o conhecimento dos usuários e com fins políticos.

O Facebook não proporciona diretamente os dados aos anunciantes ou demais companhias, e sim cobra para permitir o acesso destas empresas aos usuários, classificados graças às informações que fornecem à rede social.

A rede cria categorias com os dados, como por exemplo "pessoas que gostam de jardinagem e vivem na Espanha", a partir das páginas que elas gostam ou dos conteúdos nos quais clicam."

O empresário de 34 anos respondeu a outra crítica recorrente: "Perguntam-nos se deixamos conteúdos nocivos ou de conflito no serviço com o objetivo gerar mais tráfego", o que pode contribuir para difundir conteúdos ofensivos ou notícias falsas. "A resposta é não", afirmou.

Zuckerberg destacou que a rede social não tem interesse em abrigar este tipo de conteúdo porque não agrada aos usuários e, portanto, tampouco os anunciantes.

As polémicas abalaram a empresa e custaram um preço elevado, já que a rede social teve que gastar bilhões de dólares para melhorar sua imagem.

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