Embora a popularidade da Zoom tenha disparado durante a pandemia, a empresa tem vindo a enfrentar vários problemas de segurança: desde ataques de Zoombombing que impediram o funcionamento das aulas à distância a vulnerabilidades que poderão ser aproveitadas por ciberespiões, passando ainda por fugas de informação na Dark Web.

Para evitar mais “percalços”, a empresa liderada por Eric Yuan decidiu apostar na segurança e comprou a Keybase, uma startup especializada em serviços de comunicação com encriptação ponta-a-ponta. Para já, os termos da negociação não foram divulgados. Em entrevista à CNBC Eric Yuan afirmou que a aquisição da Keybase vem responder às necessidades dos utilizadores que esperam o mais alto nível de segurança nas suas reuniões.

Segundo uma publicação no blog oficial da Zoom, a compra da Keybase enquadra-se no plano de 90 dias que a empresa se comprometeu a cumprir com o objetivo de retificar as falhas de segurança da plataforma.

A Zoom planeia disponibilizar reuniões virtuais encriptadas a todos os membros que utilizam o modo pago da plataforma num futuro próximo. As funcionalidades desenvolvidas pela Keybase não estarão disponíveis para quem usa a versão grátis da Zoom.

O negócio da compra da Keybase surge após a Zoom ter introduzido mais medidas de segurança na plataforma. Recentemente, a empresa escolheu a Oracle para assegurar as videoconferências a partir da Cloud, após ter começado a planear a parceria em meados de março.

De acordo com os dados da Zoom, já estão a ser transferidos mais de sete petabytes por dia através dos servidores de cloud da Oracle, o que equivale a 93 anos de vídeo em alta definição.

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