As plataformas de streaming introduziram uma esfera de inteligência na forma como a música é apresentada aos consumidores. Atualmente, para além de existirem em bibliotecas virtuais, onde a organização nos permite chegar exatamente onde queremos de forma intuitiva e rápida, o software também ajuda no exercício ao sugerir faixas que se enquadram nos nossos hábitos e gostos musicais. No entanto, para que tudo isto funcione, há todo um processo de catalogação que antecede o funcionamento adequado do sistema. E é exatamente para este passo que a empresa está a solicitar a ajuda dos seus utilizadores.

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Spotify registou perdas de 1.235 milhões de euros em 2017
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De acordo com a empresa, que reconhece algumas incongruências na atribuição de géneros a certas músicas, os nichos mais pequenos da indústria podem gerar alguma discórdia no que toca à sua identificação. Para solucionar o problema, a tecnológica lançou o Line-In, uma nova funcionalidade que permite aos utilizadores sugerirem novas categorias para artistas, álbuns e faixas.

Em articulação com os restantes sistemas de recomendação do programa, o sistema permite ainda a sugestão de "tags, estados de espírito, géneros e nicknames" que se possam associar às músicas em questão. Na prática, isto significa que um utilizador pode clarificar o género de um álbum de música eletrónica que considera estar mal categorizado no segmento de "house".

À Variety, o Spotify adiantou que a aceitação das sugestões vai depender de análises posteriores, que se encarregarão de confirmar a veracidade da informação comunicada. Um dos testes vai passar pela comparação das sugestões feitas a um mesmo elemento, tal como acontece no Google Tradutor, por exemplo.

Recorde-se que a empresa está prestes a entrar na bolsa de valores de Nova Iorque, pelo que a adição de novas funcionalidades pode ser vista como uma forma de atrair investidores.