Na base está uma pesquisa, publicada no IEEE Transactions on Cognitive and Developmental Systems, que analisou a forma como actividades criativas abertas, como a música, poderiam ser um forte alicerce para construir um relacionamento humano-robot a longo prazo e, em particular, como as redes sociais podem melhorar esse relacionamento.

Para ajudar a desencadear uma sensação de credibilidade, os investigadores aumentaram as capacidades de Mortimer para permitir que, além de tocar conjuntamente com um humano, pudesse tirar fotos durante os encontros e as publicasse no Facebook, podendo também identificar os outros intervenientes das sessões de improviso musical.

Louis McCallum, um dos responsáveis pelo estudo, esclareceu que, com esta pesquisa se procurava “examinar se as relações inicialmente desenvolvidas face a face, mas em condições de laboratório, poderiam ser estendidas ao domínio mais aberto, mas virtual, das redes sociais”.

Foram escolhidos dois grupos de participantes para interagir com Mortimer, tendo um deles pedido amizade ao robot no Facebook e permitindo que fossem identificados nas fotografias tiradas durante as sessões. O outro grupo não teve contacto com o robot fora das reuniões.

Durante as seis sessões, que duravam entre 20 a 45 minutos, era tirada automaticamente uma fotografia da jam session, colocada no perfil de Mortimer, ou os próprios participantes tiravam uma selfie, que postavam nos seus murais.

Os posts feitos pelos humanos tiveram mais “gostos” do que os colocados por Mortimer e onde o humano tinha sido identificado, o que, segundo McCallum, sugere a existência de “uma abordagem criteriosa para posts criados que é especialmente relevante no mundo dos blogs e dos media social de hoje, de conteúdo automatizado e falsas novidades”.

Outra das descobertas foi a de que o tempo passado com o robot aumentou durante a pesquisa, mas que o tempo das sessões para aqueles que eram amigos de Mortimer no Facebook foi diminuindo, o que pode ter sido originado pelo contacto adicional que estes tinham com o robot, fora das sessões.

Peter McOwan, co-autor do estudo, referiu haver “sinais de alto envolvimento com todos os participantes que reforçam os resultados anteriores em relação ao uso da música como uma boa base para melhorar o relacionamento a longo prazo entre robots e humanos”, mas revelou que “os efeitos da extensão do relacionamento ao mundo virtual eram menos pronunciados do que o esperado”, o que não significa que a interacção virtual não ajude, mas que a sua qualidade “precisa ser melhorada ".

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