O protocolo de adesão de Cabo Verde foi assinado pelo ministro da Indústria Comércio e Energia cabo-verdiano, Alexandre Monteiro, e pelo secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade do Governo de Portugal, José Gomes Mendes, que é também presidente da Aliança.

Em declarações à imprensa, o governante português disse que se trata de um facto histórico para Cabo Verde, país que tem demonstrado "uma grande ambição" em matéria de descarbonização do seu sistema de mobilidade.

A partir de agora, José Gomes Mendes disse que, estando presente nesta rede mundial, Cabo Verde tem oportunidade de contactar com um conjunto de parceiros que têm experiências e que também podem recolher experiências a partir do país africano.

"O tema das alterações climáticas e da descarbonização do sistema de transportes não é um tema com fronteiras, é um tema que nos afeta a todos, a todo o planeta, e sem colaboração internacional não é possível endereçá-lo propriamente", salientou o secretário de Estado Adjunto português, sublinhado a "grande tradição" de Cabo Verde de abertura ao mundo.

José Gomes Mendes afirmou que Portugal apadrinha esta entrada de Cabo Verde à organização, esperando que o país africano possa já marcar presença em junho, em Paris, na próxima Assembleia Geral da TDA, que irá formalizar em termos estatutários a adesão.

"Portugal vai fazer muita força para que, com os nossos companheiros e parceiros cabo-verdianos, possamos trabalhar em comunidades de interesse", prosseguiu, indicando que já há "várias" nações africanas também interessadas em aderir à TDA.

O secretário de Estado Adjunto português salientou que não é preciso serem países com soluções avançadas, "podem ter problemas grandes", mas têm de ter uma visão e uma ambição para um futuro descarbonizado.

Em breve, José Gomes Mendes disse que poderá ser anunciada a adesão de "uma ou duas" cidades moçambicanas à Aliança mundial, as quais não especificou.

O ministro da Indústria Comércio e Energia, Alexandre Monteiro, disse que a partilha de experiências e conhecimentos irá ajudar Cabo Verde na implementação do plano de ação para a mobilidade elétrica, traçado e aprovado recentemente pelo Governo, que preconiza a descarbonização completa do país no horizonte de 2050.

"São países, empresas, instituições que partilhamos a mesma visão estratégica e é nesse sentido que é sempre bom para Cabo Verde poder estar integrado nesse espaço", afirmou o governante.

A TDA é uma aliança global de países, cidades e empresas, oficialmente lançada em maio de 2018, em Leipzig, Alemanha, por iniciativa de Portugal, França, Holanda e Costa Rica, com o propósito de promover a descarbonização dos sistemas de mobilidade e transportes, e acelerar as ações necessárias para atingir a neutralidade carbónica (emissões de CO2 equivalentes à captura de CO2) até ao ano 2050".

São membros desta aliança o Luxemburgo, a Finlândia, Califórnia, nos Estados Unidos, Roterdão, Lisboa, Vila Nova de Gaia e Matosinhos.

Também empresas como a Alstom, Brisa, CEiiA, DHL, EDP, Itaipu Binacional, Michelin e PTV Group aderiram a este grupo internacional.

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