A Samsung foi uma das últimas grandes empresas a render-se à moda, mas mesmo depois de ter feito pouco da concorrência, acabou por ceder. O seu mais recente topo de gama não tem uma entrada para auriculares, tal como indicavam os leaks, mas a tecnológica explica porquê.

Apesar de, na teoria, ser o modelo que mais espaço tem para acomodar uma porta do género, o Note 10 deixou de ser um "telefone com tudo", tal como a marca gostava de o anunciar. De acordo com um representante da Samsung, a área que estava alocada à entrada foi suprimida para que o smartphone pudesse suportar uma bateria mais capaz. Ao The Verge, o responsável adiantou que eliminar a entrada de 3,5mm permitiu ao Note 10 ganhar, pelo menos, 100mAh de bateria.

Além do argumento "autonomia", a gigante tecnológica referiu também que esta decisão permitiu-lhe desenvolver um melhor sistema de feedback háptico, uma vez que já não existe uma cavidade oca dentro do equipamento, perturbando a sua condução.

Apesar de ser prática comum entre as fabricantes de primeira linha, a supressão da entrada para auriculares continua a não ser uma decisão muito querida na comunidade de utilizadores. A principal razão para tal prende-se com a diferença na qualidade de som, que ainda distancia os auriculares Bluetooth dos auriculares de fio.

A eliminação da entrada também não é particularmente conveniente para a utilização diária do equipamento. Primeiro porque as próprias marcas continuam a integrar um par de auriculares cablados na caixa do smartphone, obrigando o consumidor a ocupar a entrada USB-C com os mesmos; segundo, porque se quiser utilizar os seus auriculares de 3,5mm, terá de carregar um adaptador para todo o lado; e terceiro, porque os phones Bluetooth continuam a ser mais caros do que as versões de fio.

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