O governo de angola considera que a ciência e a tecnologia são vitais para o crescimento do país. Para isso, desenvolveu um plano a longo prazo a que chamou de Politica Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (PNCTI).

Este programa tem como objetivo principal “estimular a inovação nacional em benefício do desenvolvimento e do combate à pobreza, de modo a harmonizar as grandes disparidades socioeconómicas e regionais existentes a nível nacional.”

Esta política foi inspirada em alguns países emergentes como a China, a Índia, o Brasil, Moçambique e Portugal. Trata-se de um plano que tem como meta o ano 2025. A sua visão passa pela edificação de uma sociedade de conhecimento, cujos atributos sirvam para combater a pobreza e melhorar as condições de vida do cidadão em harmonia com a natureza.

Para além da visão todos os planos têm uma missão, a do PNCTI é que este plano seja “um instrumento para o desenvolvimento económico e social do país e ajude na resolução de problemas estruturais da economia, na gestão eficiente de recursos naturais e na manutenção da segurança e soberania do Estado angolano”, disse o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, professor João Sebastião Teta.

O grande objetivo do governo angolano é que o PNCTI seja um pilar fundamental para produção e difusão do conhecimento, para o desenvolvimento tecnológico e para a inovação de Angola. O secretário de estado considera que “será necessário que todas as partes saibam qual objetivo a atingir, qual a cadência a seguir e quais são os recursos necessários para atingirmos o objetivo de forma segura”. Acrescentou ainda que “que todos têm de trabalhar interligados, os vários sectores da vida nacional do país terão de ter as suas estratégias sectoriais baseadas nesta política global”.

Outro fator importante será a cooperação com países estrangeiros. Para o professor João Teta “num mundo globalizado em que vivemos a interação entre os homens é muito importante, pelo que a cooperação é um dos pilares fundamentais do governo de Angola”.

Um dos assuntos abordados foi o da formação e a questão dos quadros angolanos formados no estrangeiro. O número de angolanos que pretendem regressar a Angola aumenta a cada ano e para o secretário de estado “o país está na fase em que os quadros não devem perguntar o que Angola pode fazer por nós, mas sim o que é que nós podemos fazer por Angola”.

Edson Vital

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