Numa entrevista ao Jornal de Angola, José Carvalho da Rocha lembrou que o novo satélite começou a ser construído pela empresa francesa Airbus a 24 de Abril do ano passado, construtora que acolheu cerca de seis dezenas de técnicos angolanos, enquadrados em equipas permanentes, para acompanhar o projecto.

Sobre o desaparecimento do "Angosat-1", construído e lançado na Rússia, o ministro angolano indicou que as informações que dispõe vão no sentido de que o satélite continuaria em órbita, mas que teria deixado de transmitir sinal na altura em que fazia a rotação para alinhar os painéis solares em direcção ao sol.

O primeiro satélite angolano, um investimento de cerca de 270 milhões de euros, foi projectado para sair para órbita a partir de Baikonur, no Cazaquistão, numa operação coordenada pela Roscosmos, a agência espacial russa e foi lançado para o espaço a 26 de Dezembro de 2017.

Contudo, assim que entrou em órbita, houve uma pausa nos contactos com o satélite. Inicialmente, ainda se conseguiu recuperar as comunicações, que, pouco depois, seriam perdidas novamente até ao presente.

Na altura o executivo formou perto de 50 especialistas para garantir a gestão das infraestruturas inerentes, com o objectivo de reforçar os serviços de telecomunicações africanos.

"Para nós, [o desaparecimento do 'Angosat-1'], é caso para esquecer. Agora estamos a olhar para o 'Angosat-2'", afirmou hoje José Carvalho da Rocha.

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