Nem mesmo todas as dificuldades que a pandemia de COVID-19 está a provocar no setor da tecnologia impediram a Apple de fazer um “refresh” a duas linhas de equipamentos e anunciar um novo iPad Pro e um MacBook Air. A iFixit aproveitou a oportunidade para dar uma vista de olhos ao novo portátil da empresa da maçã e perceber se o computador consegue ser mais “reparável” do que o seu antecessor.

De ferramentas em riste, os especialistas da empresa norte-americana começaram por analisar o teclado do MacBook Air. O portátil conta com o novo teclado Magic Keyboard, apresentado pela primeira vez no MacBook Pro de 16 polegadas, algo que a iFixit considera ser uma melhoria em relação ao “infame” sistema de butterfly do modelo anterior.

Depois de desapertarem alguns parafusos, os especialistas dedicaram-se ao interior do computador e deparam-se com algumas diferenças. Entre elas está a presença de um dissipador de calor sobre o processador e uma nova configuração de cabos entre a motherboard e o trackpad.

A iFixit aponta que a nova configuração poderá ser particularmente útil quando se trata de substituir o trackpad ou até mesmo a bateria do MacBook Air, uma vez que os componentes podem ser removidos facilmente sem ter de tirar a motherboard.

Na escala de reparabilidade, o novo MacBook Air Pro conseguiu uma pontuação de 4 em 10, sendo apenas ligeiramente mais “reparável” do que o modelo anterior. Um dos principais pontos negativos é o facto de o teclado estar completamente integrado na tampa superior, requerendo uma desmontagem completa do computador para ser removido.

Além disso, a RAM e a SSD estão soldadas ao portátil, significando que não podem ser substituídas, à semelhança do que aconteceu no MacBook Air 13 Retina. Os especialistas da iFixit afirmam que a situação torna-se especialmente indesejável num dispositivo com um valor de 1.229 euros.

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