O Facebook tem vindo a apostar na realidade virtual desde que comprou a Oculus em 2014. O departamento de pesquisa em VR da empresa liderada por Mark Zuckerberg em busca de novas formas de tornar os headsets mais práticos e revela agora ao mundo a sua mais recente aposta que mais se assemelha a um par de óculos de sol retro.

Num recém-publicado estudo que será apresentado em agosto na conferência SIGGRAPH, os investigadores do Facebook Reality Labs propõem um design mais leve e compacto. Com apenas 8,9 milímetros, a espessura aproximada de um smartphone, as lentes são constituídas por películas holográficas que usam uma técnica designada optical folding baseada em polarização para mover a luz em diferentes direções, diminuindo o seu volume original.

Além de permitirem ter um campo de visão semelhante ao de um headseat VR, com um máximo de 92x69 graus, os óculos desenvolvidos são menos volumosos e pesados, pesando ao todo 18 gramas sem a fonte de laser.

Os outputs de imagem do protótipo são monocromáticos, demonstrando apenas a cor verde. No entanto, os investigadores estão a aperfeiçoar a tecnologia da luz laser para conseguir um maior espetro de cor diferentes e para tornar as imagens mais vividas, algo que afirmam que pode ser mais complicado de se atingir num ecrã LCD.

Os especialistas esperam também conseguir melhorar a resolução, tornando-a mais próxima do limite da visão humana, e eliminar os pixéis visíveis. Uma vez que o projeto ainda está na fase de protótipo e a equipa ainda terá de refinar os diferentes elementos para torna-los mais “user friendly”, ainda não há certezas quanto à chegada do equipamento ao mercado.

Ainda na edição de 2020 da CES, em Las Vegas, a Panasonic decidiu contrariar a tendência dos headsets volumosos e apresentou os seus primeiros óculos VR que, além de prometerem serem mais compactos e leves, assemelham-se a uma espécie de "goggles" steampunk mais tecnologicamente avançados.

De acordo com a empresa japonesa, os óculos VR são os primeiros do seu género a suportar a visualização de conteúdos HDR, sendo também capazes de reproduzir imagens e vídeo em resolução 4K, uma combinação que promete potenciar a experiência imersiva.

Ao que tudo indica, a empresa poderá aproveitar a “onda” do 5G e da realidade virtual em serviços comerciais para trazer ao público experiências imersivas com recurso ao dispositivo, por exemplo, na visualização de desportos ou até mesmo de destinos turísticos.

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