O incidente que obrigou o astronauta Nick Hague da NASA e o cosmonauta Alexey Ovchinin da Roscosmos a um regresso de emergência, cerca de meia-hora depois do lançamento da nave russa Soyuz, vai alterar o calendário da Estação Espacial Internacional (ISS), admitiu a Agência Espacial Europeia (ESA).

Desde 2011 que as Soyuz têm sido os únicos “táxis” espaciais dos astronautas em direção à ISS, mas e até que seja concluída a investigação da agência espacial russa para descobrir as causas da falha desta-quinta-feira, dia 11 de outubro, ficarão em Terra.

Esta situação pode fazer com que daqui a uns meses a Estação Espacial Internacional fique desocupada pela primeira vez em quase duas décadas, uma vez que Hague e Ovchinin se iriam juntar aos três tripulantes já a bordo da ISS. O regresso à Terra dos astronautas Serena M. Auñon-Chanceler e Alexander Gerst e do cosmonauta Sergey Prokopyev está previsto para dezembro.

Contudo, a ESA não descarta a possibilidade de prolongar a estadia da atual tripulação até janeiro, o prazo limite para que consigam regressar ao nosso planeta. Isto porque a nave que lhes permite voltar à Terra e que já está na ISS, tem uma vida útil de cerca de 200 dias em órbita e já está acoplada ao laboratório orbital desde julho.

Em geral, a ISS tem cinco ou seis pessoas a bordo e que levam a cabo várias investigações científicas em missões com a duração de seis meses.

Segundo  Kenny Todd, chefe de integração de operações da NASA na ISS, a Estação Espacial pode continuar a funcionar durante algum tempo apenas a partir da Terra, mas deixar o laboratório orbital desocupado seria uma "vergonha científica". A ISS tem estado habitada desde novembro de 2000.

Este é o segundo incidente espacial num curto espaço de tempo, depois do buraco encontrado na cápsula Soyuz. STinha inclusive sido anunciado que os dois lados iriam aproveitar o lançamento da Russian Soyuz MS-10 desta quinta-feira para se encontrarem e falarem pessoalmente.