A equipa é composta por 74 especialistas escolhidos pelo Ministério de Saúde, pelo Instituto Superior de Saúde e pela Organização Mundial de Saúde, com base na sua “experiência comprovada” no campo digital, de acordo com um comunicado oficial.

Os especialistas dizem que irão trabalhar sem serem remunerados e o Governo promete que os dados serão utilizados com o respeito pelas normas de privacidade.

O objetivo do projeto é identificar e avaliar ferramentas tecnológicas com recurso a dados capturados dos telemóveis dos utilizadores das diferentes operadoras telefónicas para ajudar o Governo nas suas decisões de controlo da pandemia que já infetou 100.000 pessoas e matou cerca de 12.000 no país.

A ideia subjacente a esta iniciativa é que o setor digital possa ajudar no combate à propagação do novo coronavírus com a análise de dados de telemóveis, mas “sempre em conformidade com os regulamentos de privacidade” dos utilizadores, segundo as autoridades.

O Governo italiano acredita que gerir bem os dados e compartilhá-los pode ajudar a tomar melhores decisões e conduzir ações mais eficazes durante a crise sanitária, nomeadamente permitindo o controlo de medidas de distanciamento social “essenciais para impedir a propagação do vírus”.

Na Itália, vários projetos surgiram nas últimas semanas para rastrear os contactos dos utilizadores, para que, no caso de um deles ser infetado, se possa conhecer os seus recentes percursos.

Outra tarefa da equipa de especialistas será avaliar as propostas recebidas num concurso público, no qual foram solicitadas soluções digitais para assistência médica telemática e de “rastreamento e alerta contínuos do nível de exposição das pessoas ao contágio”.

O Governo italiano lançou recentemente a plataforma “Inova por Itália” em que tem lançado concursos públicos para receber ideias de projetos de inovação e tecnologia na luta contra a pandemia.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 791 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 38 mil.

Dos casos de infeção, pelo menos 163 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

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