A Apple continua a tomar medidas para contrariar as quebras abruptas do seu valor e depois da crise na bolsa, na semana passada, em que as suas ações desvalorizam 10%, a empresa liderada por Tim Cook toma medidas adicionais para se ajustar à realidade do mercado atual. Segundo a Nikkei, a marca da maçã procura combater a saturação do mercado com uma diminuição da produção dos seus smartphones iPhone. O objetivo é cortar 10% do fabrico de todos os modelos, incluindo os mais recentes Xs, Xs Max e Xr, chegando ao mercado entre janeiro e março menos dispositivos do que era esperado.

As fontes da publicação asiática referem que a revisão da quantidade de equipamento fornecida será ajustada às respetivas vendas das lojas. E ao que consta, a empresa de Cupertino já havia tomado esta decisão antes de fazer a projeção de ganhos, antecipando os efeitos da guerra comercial.

Assim, invés dos 43 milhões de unidades previstas, a empresa irá fabricar para o primeiro trimestre do ano 40 milhões de smartphones. O plano inicial era fabricar cerca de 48 milhões de unidades para este período, baseado nas vendas do mesmo período do ano passado, de 52 milhões de unidades.

Apesar da Apple ser a bandeira “negativa” da recessão do sector tecnológico, outras tecnológicas já manifestaram os efeitos da guerra comercial entre a China e Estados Unidos. A Samsung e LG fizeram também novas previsões de quebra de resultados, revelando-se pessimistas sobre os lucros do último trimestre de 2018.

Segundo o Jornal de Negócios, a Samsung prevê que os lucros do último trimestre fiquem 18% abaixo do projetado inicialmente. A líder de vendas de smartphones esperava encaixar 10,3 mil milhões de euros nos últimos três meses de 2018, mas baixou as espectativas para os 8,4 mil milhões de euros, um registo negativo de 28,71% face ao ano anterior.

A LG assume resultados de 81% do que era estimado. Inicialmente seriam previstos 387 mil milhões de wones coreanos, mas só deverá faturar 75,3 mil milhões de wones.

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