Trata-se de 270 toneladas de bens alimentares e 50 toneladas de vestuários e sabão, para as populações mais afectadas pelo flagelo da seca.

Na província 173 mil e 777 pessoas são afectadas pela seca. De Fevereiro a Agosto do ano em curso, a Comissão Provincial da Seca recebeu, de vários actores sociais locais e nacionais, e distribuiu 555 toneladas de bens diversos, entre alimentos, materiais para higiene, vestuários, calçados, entre outros, para mais de 40 mil famílias afectadas, com maior grau de vulnerabilidade.

Em declarações à imprensa, na entrega simbólica dos produtos, o secretário de estado para o Asseguramento Técnico do Ministério do Interior, Salvador Rodrigues, afirmou que por orientação do Conselho Nacional de Protecção Civíl foi encarregada a Comissão Nacional de Protecção Civil.

“Estamos a crer que se tivermos todos alinhados, facilmente vamos conseguir a curto prazo tirar as nossas populações que se encontram nesta dificuldade. Queremos estar todos juntos para este combate ”, continuou.

Já a coordenadora-adjunta da Comissão Provincial da Seca, Mariana Soma, referiu que dos bens simbólicos distribuídos, 35 toneladas de farinha de milho e as 17 toneladas de leite condensado vão ser já entregues, a partir desta semana, enquanto aguardam a chegada dos outros bens do total de toneladas.

Destacou que as zonas mais críticas são os municípios do sul e leste da provínca, como Gambos, Chibia, parte da Matala (comuna do Mulondo), Jamba (Tchamutete), Quilengues e as fronteiriças do Lubango, Cacula, assim como algumas regiões do Quipungo e Humpata.

“Esta população precisaria mensalmente de pelo menos 200 toneladas de bens alimentares para os nove municípios, o que não se tem em função das doações recebidas, pois temos distribuídos de 30 a 60 toneladas mensais para os mais sinistrados”, acrescentou.

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