O governante falava num encontro com jornalistas e representantes de demais entidades mobilizadas para a operação, conduzida pela polícia nacional, no âmbito da estratégia de comunicação do programa.

Anunciada oficialmente a 24 de Outubro último, a “Operação Resgate” irá desdobrar-se por todo o país e por tempo indeterminado, até que a situação esteja devidamente sob o controlo das autoridades.

Com foco na criação de condições para a normalização da vida nas cidades e municipalidades angolanas, a “Operação Resgate” visa repor a autoridade do Estado na gestão e controlo das mais diversas actividades, bem como o combate à criminalidade e imigração ilegal.

Mais do que repressiva, a “Operação Resgate” é iminentemente pedagógica, sublinhou o responsável do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da polícia nacional, intendente Mateus Rodrigues.

Um dos aspectos visados na operação tem a ver com a venda em espaços inapropriados, como sejam os passeios das ruas e as passagens aéreas, situação que as autoridades pretendem ultrapassar com a regulamentação e o controlo.

Entre as várias medidas a serem implementadas, constam o projecto de  abertura, em todos os municípios e comunas, de mercados locais, onde os vendedores ficam previamente registados.

A este propósito, o director do gabinete provincial do comércio, indústria e recursos minerais, José Moreno, aludiu ao facto de os vários mercados já construídos não estarem ocupados, quando existem 31 mil espaços disponíveis.

A justificação para isso, segundo detalhou, tem a ver com o facto de os vendedores preferirem o comércio de oportunidade e de proximidade.

José Moreno vincou ainda que o comércio ambulante está permitido por lei, desde que os interessados sejam licenciados.

Quanto aos produtos proibidos de serem comercializados na rua, José Moreno citou as carnes, medicamentos, insecticidas, sementes, plantas, e ervas, bem como móveis e aparelhagens.

A “Operação Resgate” segue-se a uma outra, a “Operação Transparência”, que teve como palco o Leste de Angola e que visou travar a prática ilegal de exploração de minerais angolanos, com destaque para os diamantes, bem como o desbravamento da fauna e da flora.