Após uma reunião do Comité de Combate à Pandemia, Rohani anunciou a entrada em vigor da nova medida, afirmando, segundo a agência France-Presse (AFP), que “a partir de amanhã [domingo] será necessário usar uma máscara se se pretender entrar num local coberto”.

Desde o final de junho, o Ministério da Saúde do Irão tem em curso a campanha “Eu uso uma máscara” para incentivar os iranianos protegerem-se contra o vírus.

A porta-voz do Ministério da Saúde, Sima Sadat Lari, afirmou hoje na televisão estatal que, segundo último boletim diário, o número total de vítimas subiu para 11.408 mortos.

“Nas últimas 24 horas, identificámos 2.449 novos casos relacionados com o vírus, elevando o número total de infeções para 237.878″, acrescentou Lari.

A aplicação da nova medida pode, no entanto, ser difícil porque, de acordo com o município de Teerão, citado pela AFP, muitas pessoas não usam máscara ao viajar nos transportes públicos da capital, onde a medida já é obrigatória.

Hassam Rohani disse serem necessárias “garantias de aplicação” da medida, sublinhando que, “nos escritórios administrativos, poderá ser mais fácil”, podendo ser emitido um decreto que impeça “a entrada de pessoas sem máscara”.

A República Islâmica, que anunciou os primeiros casos de infeção por SARS-CoV-2 em 19 de fevereiro, é o país mais afetado no Oriente Médio.

As províncias de Khuzestan, Azerbaijão Ocidental e Oriental, Khorassan-e-Razavi, Curdistão, Kermanshah, Bouhr, Ilam e Hormozgan são classificadas a “vermelho” na escala de risco estabelecido pelas autoridades.

Já Teerão, Fars, Isfahan, Mazandaran, Hamadan, Zanjan, Sistão-Baluchistão, Alborz e Lorestan estão em situação de alerta, segundo a porta-voz do Ministério da Saúde.

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