A reclamação dos trabalhadores surge face ao incumprimento, por parte da direcção da empresa, das medidas impostas pelo Executivo sobre a prevenção da pandemia Covid-19.

O operador de recolha de resíduos sólidos da Elisal, Agostinho Neto, disse que os trabalhadores estão  numa condição de vulnerabilidade e expostos a uma eventual contaminação do Covid-19, visto que saem à rua sem o material de protecção.

O segundo secretário do Sindicado dos Trabalhadores da Elisal, Francisco Muondu, disse que os meios de biossegurança deveriam estar disponíveis para os operadores de recolha de lixo, à semelhança do que ocorre em outras instituições públicas.

Lamentou o facto de estarem a ser equipadas as unidades hospitalares sem pensar em instituições como os da recolha de lixo.

Francisco Muondu  referiu que não adianta proteger as comunidades se os trabalhadores do saneamento e outros similares estiverem desprotegidos durante este período da pandemia.

"Ainda não recebemos nada para a prevenção contra a epidemia. Estamos sem mascaras, luvas e água com sabão para lavar as mãos nos acessos do estaleiro ou recinto de trabalho", explicou.

No exercício das suas actividades de   recolha do lixo, disse, os trabalhadores lidam com animais em estado de degradação e  material hospitalar.

A propósito, o chefe de departamento de comunicação da Elisal, Pedro Faica, disse que apenas esta sexta-feira foram colocadas à disposição dos trabalhadores equipamentos de biossegurança.

"O Conselho de Administração fez um esforço e forneceu  luvas, mascaras e batas para que os homens trabalhem em segurança ", explicou.

Referiu que a Elisal tudo está a fazer para que os trabalhadores possam estar em segurança para prevenir a  Covid-19.

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