Em declarações à ANGOP, o médico microbiologista Ben Siapco, de nacionalidade norte-americana, que ministrou a formação como voluntário, disse tratar-se de um método mais eficiente, pois que depois de a lixívia matar o bacilo da tuberculose, fazendo com que o muco saia da amostra, é levado na centrifugadora para coloração.

Depois da coloração, as amostras são encaminhadas para o microscópio, de modo a serem observadas, permitindo, também a verificação do líquido cefalorraquidiano, também denominado fluido cerebrospinal ou líquor, uma técnica que, ao contrário da actual utilizada pelo Hospital Sanatório do Huambo, permite identificar as bactérias que ali se encontram.

Por sua vez, o director desta unidade sanitária, Joaquim Isaac, disse que a formação enquadra-se nas estratégias da instituição, voltadas à capacitação contínua dos quadros, para a prestação de uma atendimento médico e medicamentoso de maior qualidade e mais humanizado.

Informou que depois da formação, a instituição fará um estudo de co-relação, entre o método utilizado actualmente, que consiste em levar as amostras directamente para o microscópio, e este novo, que parece ser mais barato e eficiente.

Joaquim Isaac lembrou que, entre Janeiro a Setembro deste, foram registados 881 casos positivos de tuberculose, um aumento de quatro (4) por cento em relação ao igual período anterior, que provocaram a morte de 102 pessoas, quando em 2018 morreram 77.

Referiu que, ao longo do período em análise, foi assistido, nas consultas externas e internas, um total de 10 mil e 152 pacientes, com diversas complicações pulmonares, quando, em igual período de 2018, se prestou o atendimento médico e medicamentoso a nove mil e 705.

Com capacidade para internar 200 doentes, actualmente com 81 pacientes acamados, o Hospital Sanatório da Província do Huambo, que partilha as instalações com a Faculdade de Medicina da Universidade José Eduardo dos Santos, conta com 12 médicos e 62 enfermeiros, entre estes últimos 22 com formação superior.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria que afecta, principalmente, os pulmões, mas também pode ocorrer noutros órgãos do corpo, como ossos, rins e meninges (membranas que envolvem o cérebro).

A sua transmissão é directa, de indivíduo a indivíduo, sendo a aglomeração de pessoas o principal factor de transmissão.

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