A decisão sobre a leitura do acórdão foi tomada, terça-feira, pelo Tribunal provincial do Huambo, no final da apreciação de 338 quesitos do julgamento, iniciado a 12 deste mês na 1ª secção da sala dos crimes comuns, encabeçada pelo juiz Afonso Pinto.

Até a data da última sessão do processo em que é arrolado o réu, de 32 anos de idade, serão concluídas as respostas, da parte do Tribunal, dos quesitos apresentados, alguns dos quais ratificados pelo Ministério Público, que, à semelhança da defesa, acresceu outros que se lhes conveio.

Constam entre as perguntas do juiz presidente da causa a questão da participação de Justino Tchipango no massacre dos polícias, uma vez que, ao longo das sessões de julgamento para a produção da prova, embora o mesmo se tenha assumido como vice-líder e, ao mesmo tempo, tesoureiro da seita fundada por José Kalupeteka, condenado em Abril de 2016, a 28 anos de prisão efectiva pelo tribunal em causa, negou qualquer envolvimento nos homicídios.

Nos quesitos apresentados, o tribunal questiona a relação do arguido com o líder e fundador da seita Luz do Mundo, assim como os pronunciamentos dos declarantes, aquando da produção da prova, entre os quais, o segundo comandante provincial da Polícia Nacional, sub-comissário Joaquim Manuel Pereira, o delegado da Justiça e dos Direitos Humanos, Ernesto Estêvão Pedro, e o então administrador do município da Caála, Victor Tchissingue.

Justino Tchipango, detido a 13 de Outubro 2017, dois anos depois dos acontecimentos do Monte Sumi, é acusado pelo Ministério Público de co-autoria material, em concurso real de nove crimes de homicídio qualificado, sob a forma consumada, um crime de homicídio qualificado, sob a forma frustrada, um crime de residência e outro de dano material não previsto especificamente.

Do incidente do monte Sumi resultou a morte do comandante da Polícia Nacional na Caála, superintendente-chefe Evaristo Catombela, o chefe das operações da Polícia de Intervenção Rápida no planalto central, intendente Luhengue Joaquim José e o instrutor desta mesma corporação, sub-inspector Abel do Carmo.

Foram ainda assassinados, por membros da seita, o 1º sub-chefe João Nunes, os agentes Luís Sambo, Castro Hossi, Manuel Lopes e Afonso António, assim como o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança Interna do município da Caála, Constantino Namêle.

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