A preocupação foi manifestada hoje, quarta-feira, pelo director do Gabinete do Ambiente, Gestão de Resíduos e Serviços Comunitários na província do Huambo, César Paquissi, apontando igualmente a devastação das florestas para a construção de infra-estruturas diversas, criação de áreas de cultivos, além de exploração de madeira.

Alertou que estas acções, associadas às queimadas anárquicas, causam um impacto negativo sobre as florestas que, nos próximos tempos, levará a diminuição do coberto vegetal que interferi no círculo hidrológico da província, assim como na qualidade do ar, na disponibilidade de alimentos e, essencialmente, nas questões de segurança alimentar e no bem-estar social.

“Temos que olhar para as florestas como o nosso único recurso e fonte de vida, daí a necessidade de não se lançar fogo, sendo que as árvores devem ser cortadas apenas quando necessário e justificadas, saber o que cortar, como cortar e quando cortar”, aconselhou o responsável.

Assim, César Paquissi informou que a instituição que dirige, em parceria com as administrações municipais e outros, tem estado a elaborar um projecto que contempla varias acções, de acordo com a especificidade territorial de cada município, em prol do combate ao desflorestamento.

O responsável considerou a necessidade de se intensificar as actividades de sensibilização e formação das comunidades, com vista a preservação das florestas.

De igual modo, defendeu o levantamento e definição das áreas de agricultura, de exploração da madeira, produção de carvão e reservas ambientais que só serão definidos com os direitos de superfície.

Com uma extensão territorial de 35.771 quilómetros quadros, a província do Huambo é habitada por dois milhões, 519 mil e 309 habitantes, distribuídos em 11 municípios.

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