O material, entregue por José Pedro Machado Vieira ao diretor nacional da PCIC, Vicente Fernandes e Brito, destina-se a “reforçar a capacidade do laboratório para recolher e tratar vestígios e realizar perícias nos diversos domínios das ciências forenses”, especialmente biologia e toxicologia.

O material, que inclui reagentes e outro equipamento, vai ser usado no laboratório da PCIC, força policial criada com o apoio da Polícia Judiciária, da cooperação portuguesa e da União Europeia.

Fornecido pela empresa MELCO - Comércio de Tecnologias Militares, o lote hoje entregue é o primeiro de um pacote maior de produtos que vão ser usados pelo laboratório e que está agora a caminho de Timor-Leste.

A entrega faz parte do Projeto de Apoio à Consolidação do Estado de Direito Democrático nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste (PACED), que nasceu da parceria União Europeia/PALOP e Timor-Leste. Tem como objetivos “a afirmação e consolidação do Estado de direito” e a prevenção e luta contra a corrupção, o branqueamento de capitais e a criminalidade organizada, em particular o tráfico de estupefacientes.

“A sua intervenção centra-se em ações destinadas a reforçar a capacidade institucional das autoridades competentes ao nível legislativo, executivo e judiciário, promovendo o intercâmbio e partilha de conhecimento e boas práticas”, segundo uma nota enviada à Lusa.

No caso de Timor-Leste, o PACED trabalha diretamente com o Ministério da Justiça, Tribunal de Recurso, Procuradoria-Geral da República, PCIC e Unidade de Informação Financeira do Banco Central.

O PACED – que foi alargado até final de 2020 - tem um orçamento de 8,4 milhões de euros, dos quais 6,65 milhões da União Europeia e 1,4 milhões do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, que é responsável pela sua execução.

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