Carro não usava os pneus adequados para seguir a altas velocidades

Segundo noticia o semanário SOL na edição desta sexta-feira, 8 de Julho, o descapotável que levou Angélico mais os três amigos a um despiste fatal esteve durante dois anos ao serviço de dois encartados criminosos. Na passagem de um para o outro, um acidente grave quase destruiu o BMW.

De acordo com fontes policiais citadas pelo SOL, os pneus não eram próprios para o carro. O BMW precisava de uns Run Flat, uma tecnologia que permite que os pneus continuem a rodar após um furo, a uma velocidade não superior a 80 km/h.

O primeiro proprietário da viatura em Portugal, Paulo César Jesus Silva, teve um acidente em Julho de 2010, em Vila Nova de Gaia, tendo a viatura ficado com as zonas frontal e lateral direita completamente destruídas. A reparação custou 35 mil euros.

Depois do acidente o carro foi parar às mãos de Augusto Fernandes, dono do stand que emprestou o carro a Angélico e que, segundo o SOL apurou, está também a ser investigado por suspeita de crimes de falsificação e tráfico de droga.

Augusto Fernandes afirmou ao SOL que após o acidente o carro foi reparado e que foi feita uma inspecção mas no organismo responsável pelas inspecções de veículos em Portugal, Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres, não há registo de qualquer inspecção ao BMW depois do primeiro acidente, em Julho de 2010.

A investigação ainda vai no início mas fonte da GNR disse ao SOL, que "os pneus da eram próprios para aquele carro. Para atingir uma grande velocidade, que foi o caso, tem de haver pneus adequados para suportar a velocidade em que ele ia". Esta informação foi corroborada por João Trincheiras, porta-voz da marca em Portugal: "Este modelo ( de BMW) foi concebido para utilizar pneus Run Flat. Não é recomendável a utilização de outro tipo".

Na madrugada do dia 25 de Julho, Angélico Vieira, de 28 anos, despistou-se na A1, ao volante de um BMW série 6. Ele e outro dos três amigos que seguiam com ele não sobreviveram.

SOL