Os dados foram divulgados, nesta segunda-feira, em Luanda, pelo secretário de Estado do Ministério do Interior, Bamóquina Zau,  durante uma palestra alusiva aos 16 dias de activismo contra a violência no local de trabalho.

Os números, de acordo com o responsável, são preocupantes, pelo que o pelouro faz recursos a todos os órgãos (Polícia Nacional, Serviço de Investigação Criminal, Serviços Penitenciários e Serviços de Protecção Civil e Bombeiros) para dar uma resposta adequada e garantir a segurança, ordem pública e a tranquilidade nas comunidades.

“Só este foram registados 5.151 crimes de violência doméstica, entre os quais se destacam 3.992 ofensas corporais voluntárias, 262 homicídios, 284 ameaças, 207 casos de violência psicológica, 183 de violência e 223 de outra natureza”, explicou.

Relativamente aos casos de violência doméstica, apontou 4.543 queixas de homens contra mulheres, 405 de mulheres contra homens e 203 contra crianças.

A sexta-feira, avançou Bamóquina Zau, é o dia que regista maior incidência de registo de ocorrências na via pública, no interior de residências, obras inacabadas, entre outros locais.

Apelou a sociedade, aos jovens e aos pais em especial para aderirem a campanha de prevenção e combate contra a violência doméstica praticada, sobretudo, no seio da família e da vizinhança, ferindo às regras de convivência social.

Por sua vez, a chefe do departamento de Análise e Protecção de Apoio à Vítima de Violência do Ministério da Família e Acção social (Masfamu), Palertina Bernardo, apontou questões de saúde mental como causas desta violência.

"A depressão, ataque de pánico, distúrbio de sono, sentimentos de vulnerabilidade e inutilidade estão também na base dos casos registados ", salientou.

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