O patrulhamento enquadra-se na operação "Reforço", que consiste na interpelação e revista de viaturas suspeitas e cidadãos em zonas escuras e becos daquela circunscrição.

Trata-se de um bairro com crescentes focos de tensão, protagonizados por grupos marginais rivais e por cidadãos comuns que barram e ateiam fogo na via pública.

Só este ano, a circunscrição registou três casos de desordem pública, tendo como foco a Avenida 21 de Janeiro, com um saldo de dois mortos e vários feridos.

Além das vítimas mortais, as acções resultaram na destruição de bens públicos e de viatura da Polícia Nacional e de cidadãos que circulavam por aquela avenida. Para conter as acções criminosas, o comando provincial da Polícia Nacional desencadeou sexta-feira uma operação de patrulhamento ostensivo, com meios técnicos e humanos de vários órgãos operativos.

A operação teve como ponto de partida o Estádio 22 de Junho e estendeu-se às ruas do Vizinho e Cidade Alta, considerada "ponto de partida" para acções criminosas.

"Vamos exercer a autoridade e força sobre os amigos do alheio (marginais), garantindo a ordem", afirmou o chefe da missão, superintendente Gabriel Afonso. O oficial superior apelou às forças policiais para pautarem pelo respeito à lei, durante as operações, evitando excessos e choques com os cidadãos.

Afirmou que operações do género vão continuar no Bairro do Rocha Pinto, até que se consiga devolver à população a segurança e tranquilidade necessárias. Até ao momento, ainda são desconhecidos os resultados da operação.

Com mais de dez mil habitantes, o bairro Rocha Pinto foi criado há mais de 40 anos. Esta "encravado" entre parte do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, e os bairros Cassenda, Morro Bento, Gamek, Prenda e Samba.

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