O Ministério do Interior confirma a morte e diz estar a investigar as circustâncias em que aconteceu.

António Domingos Vilolabfoi atingido mortalmente por um tiro disparado por um agente da PN no bairro Huambo, em Luanda, no sábado, 9.

“Eles estavam na rua quando chegaram seis policias e disseram ´quem não tem máscara vai apanhar seis porretes, quem tem vai apanhar cinco´, então a polícia bateu o primeiro grupo e  quando chamou o segundo grupo, meu irmão disse que não tinha máscara e por isso ia embora, foi assim que um agente atirou contra ele na cabeça”, conta Elisa Manuel, irmã da vítima

Ela acrescenta que a polícia “garantiu apoio logístico para o óbito, mas isso não traz o irmão de volta” e exige “que se faça justiça”.

A VOA contatou o intendente Hermenegildo de Brito Adelino, porta-voz da PN em Luanda, que lembrou que os oficiais estão impedidos de falar durante o estado de emergência e remeteu-nos para o comunicado de imprensa que acusa os jovens de mostrarem resistência e partirem para agressões às forças da ordem, arremessando paus, pedras e garrafas, quando no âmbito das suas atribuições procuravam fiscalizar o cumprimento das medidas de prevenção à pandemia da Covid-19.

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