O magistrado do Ministério Público fez esta advertência na abertura do ciclo de palestra de sensibilização sobre “Probidade Pública e Prevenção da Corrupção”, destinada aos funcionários públicos, autoridades tradicionais, líderes comunitários e a população, de forma geral.

Celestino Paulo Benguela referiu que para a melhoria da qualidade da população é necessário que cada gestor público coloque o interesse do Estado acima de qualquer outro, primando pela responsabilidade e pelos princípios da honestidade, da legalidade, da imparcialidade, da lealdade e da parcimónia.

"Todos temos consciência da difícil situação económico-financeira que o país enfrenta e temos e estamos de acordo que Angola tem de vencê-la. É objectivo comum ultrapassar essa fase para melhorar o bem-estar de cada cidadão, daí a razão dos gestores públicas serem mais rigoroso e transparentes no desempenho das funções”, reforçou.

Por este facto, o procurador-geral adjunto República disse que a intituição está a alertar para a necessidade de os gestores públicos utilizarem as boas práticas de gestão dos recursos financeiros destinadas às acções do Governo, com realce para o PIIM.

Por sua vez, o vice-governador da província do Huambo para o sector Político, Social e Económico, José Cornélio, realçou que o PIIM, lançado pelo Presidente da República, João Lourenço, vai dar vida aos 164 municípios de Angola, pelo facto de envolver avultados recursos financeiros, que, por sua vez, exigirá uma gestão responsável, por parte dos administradores municipais.

O evento, no qual foram debatidos temáticas como “Medidas Coercivas de combate à corrupção”, “Probidade pública: consequências legais de actos de improbidade” “Criminalidade Económico-financeira”, “Contratação Pública” e “Fiscalização administrativa dos órgãos públicos (controlo interno e externo) ”, serviu para conjugação de esforços, no sentido da criação de uma cultura de denúncia e responsabilização.

Decorrido no auditório da emissora provincial da Rádio Nacional de Angola, contou com a presença de técnicos da Inspecção Geral da Administração do Estado, da Contratação Pública (Ministério das Finanças), membros do Governo do Huambo, dentre os quais os administradores municipais, magistrados Judiciais e Ministério Público do fórum civil e militar, membros de partidos políticos com assento parlamentar e da sociedade civil.

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