"Angola assumiu as convenções internacionais contra a escravatura moderna, mas, infelizmente, há indícios que apontam para a existência desse trabalho. Daí que vamos avançar com essa medida, que visa eliminar todo o tipo de precariedade", disse a presidente do Comité, Maria Fernanda.

Falando em Luanda, durante a IV reunião ordinária do órgão, afecto à União Nacional dos Trabalhadores Angolanos - Confederação Sindical (UNTA-CS), a responsável relatou que o comité recebe "diariamente queixas" de associadas.

As reclamações, adiantou, vão desde "atrasos salariais a assédio moral e sexual e a desrespeito por parte dos empregadores", tendo Maria Fernanda indicado que vão ser realizadas "acções de capacitação e formação" das trabalhadoras ao abrigo do decreto sobre o trabalho doméstico.

Maria Fernanda acrescentou que serão feitas igualmente campanhas porta-a-porta em todo o país, de forma a exortar as mulheres para se sindicalizarem, uma vez que apenas as províncias de Benguela, Cabinda, Luanda, Namibe, Huíla e Huambo possuem empregadas domésticas sindicalizadas.

"Existe um número reduzido de mulheres sindicalizadas e trabalha-se para que essas mulheres tenham esse direito", sustentou Maria Fernanda

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