Ao contrário dos rumores que corriam na internet, a agência espacial norte-americana não anunciou a descoberta de vida alienígena, mas antes uma nova forma de vida no nosso planeta

A NASA não descobriu vida nas luas de Saturno, como se chegou a especular, mas antes uma bactéria que sobrevive à base de arsénio, num lago na Califórnia.

A existência deste organismo expande o horizonte de busca por seres fora do planeta, uma vez que não se sabia até ao momento que o arsénio permitia o desenvolvimento de formas de vida.

Todas as formas de vida conhecidas até agora, desde plantas a animais e micro-organismos, dependem de seis elementos químicos para construir as moléculas que formam os seus corpos: oxigénio, hidrogénio, carbono, fósforo, enxofre e nitrogénio.

A nova bactéria, descoberta no Lago Mono, um corpo de água alcalino e altamente salgado, representa uma excepção à regra ao excluir o fósforo, adicionando o arsénio à lista dos elementos primordiais.

A descoberta assume enorme importância tanto na compreensão da origem e desenvolvimento das formas de vida, como na busca de vida extraterrestre, mas surge como uma desilusão para muitos entusiastas que esperavam um anúncio extraordinário para esta quinta-feira.

O rumor da descoberta de vida extraterrestre tinha surgido no blogue www.kottke.org com base no currículo dos cientistas que participaram na conferência de imprensa desta quinta-feira, uma vez que estes estão envolvidos nos esforços de detecção de formas bacteriológicas noutros pontos do sistema solar.

A imprensa internacional fez eco da especulação, mas o estudo apresentado frustrou as expectativas mais elevadas em relação à conferência de imprensa de hoje.

SOL com agências

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