Sem data do inicio do julgamento, o músico continua em prisão preventiva, na Comarca de Viana, província de Luanda, disse à Angop fonte da PGR.

A mesma fonte acrescentou que os outros dois elementos de nacionalidade angolana, apontados pelo músico como os supostos proprietários da pasta que continha a droga aprendida, esperam pelo julgamento em liberdade, sob medida de termo de identidade e residência, o que os obriga à apresentação permanente junto dos Serviços de Investigação Criminal (SIC).

O processo do músico Robertinho foi encaminhado a tribunal depois de ter sido feito o  interrogatório e acareação, cujos resultados levaram a PGR a dar continuidade à sua tramitação e levá-lo a julgamento.

Robertinho é o nome artístico do musico Fernando Lucas da Silva, natural do Quessua em Malanje.

Robertinho foi detido pelo SIC no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro,  em cumprimento de um mandato de detenção expedido pelo Ministério Público (MP), quando pretendia deslocar-se ao Brasil.

O caso remonta de Novembro de 2017, data em que Robertinho, quando regressava de uma actividade cultural no Brasil, fazia-se acompanhar de duas malas, uma das quais com cerca de 10 quilogramas de cocaína supostamente entregue por um desconhecido no aeroporto brasileiro.

Robertinho começou a cantar aos 18 anos, no bairro Marçal, em   Luanda, tendo integrado o grupo Ébanos, como músico e cantor de apoio.

Emergiu em Angola na década 80 e em 1991 publicou o seu álbum de estreia "Joana". O seu palmares regista várias músicas de sucesso no país, com destaque para "Joanda, a MuKua di Fuba".

O seu primeiro single, que inclui o tema “Saudades de voltar a Cuba”  foi gravado em 1978.

O seu mais recente disco com o título Kakinhento está no mercado desde Novembro de 2016.