De acordo com o governante, que falava após encontro com o Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA), todas as questões pendentes no Caderno Reivindicativo devem ser atendidas até 15 ou 20 deste mês.

“A paralisação está posta de parte. Estamos a criar proximidades, novas dinâmicas de diálogo, para que não se chegue à greve”, declarou.

Dado o ambiente na apreciação dos pontos constantes no Caderno Reivindicativo, Nuno Carnaval afastou o cenário da paralisação dos funcionários da RNA.

O governante considerou ter sido um bom exercício de diálogo e de consenso, com vista a encontrar uma base de entendimento e  convergência sobre os pontos apresentados pelos trabalhadores.

Entre os pontos em resolução, referiu-se aos ligados aos subsídios e retroactivos das chefias intermédias.

Adiantou que outras questões serão analisadas nos encontros com os Ministérios da Administração Pública, Emprego e Segurança Social e da Educação, para se encontrar consensos sobre os casos das incompatibilidades e duplas efectividades.

Já o secretário-geral do SJA, Teixeira Cândido, considerou o encontro inconclusivo, mas disse que não se  chegou a consenso sobre o ponto relacionado com os profissionais que também dão aulas.

Esta situação, lembrou, é considerada pelo Conselho de Administração da RNA como incompatível com o exercício do jornalismo.

O sindicalista informou que, nesta terça-feira, haverá um encontro entre os Ministérios da Comunicação Social, da Educação e da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, com a presença do SJA e do Conselho de Administração da RNA para a busca de consenso.

Anunciou que, após esse encontro, o SJA vai convocar uma reunião com os trabalhadores da RNA para a tomada de decisão.

A 24 de Novembro, a Assembleia-Geral de Trabalhadores da RNA havia dado 10 dias ao Conselho de Administração da instituição, para cumprir com parte das reivindicações constantes do caderno negociado e assinado em Abril do corrente ano.

Do documento constam quatro pontos do Caderno Reivindicativo, “que não foram cumpridos até à presente altura”, entre os quais os direitos dos trabalhadores.

Do documento apresentado constam, igualmente, as correcções resultantes da aplicação do qualificador ocupacional, que não foram satisfeitas.

Em Junho deste ano, a RNA criou uma comissão de reclamações, com a participação de um representante do Sindicato e do Ministério da Comunicação Social, para avaliar e decidir sobre as reivindicações apresentadas.

Um dos pontos principais deste caderno reivindicativo era referente ao reajuste salarial, mas viabilizado pelo Estado, enquanto accionista único.

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