Lançado em 2014, este estudo abrangente será apresentado a 25 de setembro em Fulda (Estado de Hesse) durante a Conferência Episcopal Alemã por seu presidente, cardeal Reinhard Marx.

Pelo menos .677 crianças, a maioria meninos com menos de 13 anos, foram vítimas de abuso sexual por 1670 clérigos, de acordo com este relatório, que foi consultado pelos jornais Spiegel e Die Zeit.

Por três anos e meio, um grupo de investigadores das Universidades de Mannheim, Heidelberg e Giessen examinou 38 mil dossiês e manuscritos de 27 dioceses alemãs transmitidos pela Igreja. No entanto, eles não tiveram acesso direto aos arquivos.

De acordo com o relatório, por décadas a Igreja "destruiu ou manipulou" numerosos documentos ligados aos suspeitos e "minimizou" a seriedade e a extensão dos acontecimentos.

Segundo o relatório, os padres acusados eram frequentemente transferidos sem que se avisasse os fiéis sobre o possível perigo destes párocos para as crianças em suas novas dioceses.

No total, apenas um terço dos suspeitos enfrentou julgamentos de acordo com a lei canónica, mas as sanções foram mínimas, mesmo inexistentes, dizem os autores do relatório.

Durante vários anos, a Igreja Católica na Alemanha, como em todas as partes do mundo, foi abalada pelas revelações do abuso sexual.

Em 2017, um relatório revelou que pelo menos 547 crianças do coro católico de Regensburg (no Alto Palatinado, Baviera) foram vítimas de brutalidade entre 1945 e 1992.