No total há petiscos de 70 países europeus e africanos. Para abrir o apetite, o livro começa com um cuscuz argelino, mas também há caril de veado seco das ilhas Maurícias, pilau do Quénia ou lagosta com leite de coco de Madagáscar. Do lado europeu, há bife Wellington do Reino Unido, gaspacho andaluz de Espanha, Pasticada da Croácia ou Moussaka da Grécia.

A delegação da União Europeia na Guiné-Bissau escolheu uma receita preparada pelos alunos do curso de cozinha tradicional no âmbito do projeto “Promoção da Economia Criativa” financiado pela União Europeia e implementado pela ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo). Os jovens foram guiados pela professora e “chef” de cozinha Severina Alves.

O Marisco em Caldo de Mancarra “é uma comida muito poderosa e saborosa”, um “prato típico tradicional” que “todas as etnias podem comer” e que “é fácil, bonito e gostoso”, resume a “chef”.

Com alunos dos 15 aos 22 anos, Severina Alves ensina os segredos da cozinha tradicional guineense no curso de culinária da ADPP, incluindo de alguns pratos “sagrados”, ao longo de sete meses.

Severina Alves é também bailarina do ballet nacional e animadora do museu etnográfico da Guiné-Bissau, mas o talento que ela descreve como “muito especial” surge na arte de juntar sabores, misturar condimentos e criar aromas. “Eu tenho um talento muito especial que é a cozinha”, afirma, sublinhando a influência da sua mãe na paixão pela gastronomia.

A cozinha da Guiné-Bissau, representada pelo marisco em calda de mancarra, está nas páginas do livro de receitas África-Europa, editado este mês e disponível para consulta online.

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