Fraco saneamento básico, deficientes serviços sociais de saúde e de educação a somar à crise no fornecimento de luz eléctrica provocada pela escassez de combustível no mercado marcam o dia-a-dia dos munícipes do Lubango que tem mais de um milhão de habitantes.

O cidadão Sérgio Sousa lamenta o crescimento desordenado da capital da província sem um plano de urbanização.

“Lubango desenvolveu, mas houve um crescimento muito grande da cidade sem um plano de urbanização adequado para a acompanhar esse desenvolvimento”, sublinhou, acrescentando que “hoje é essencialmente uma cidade de zinco”.

Sem colocar de parte o lado social dos seus habitantes que carecem de melhorias em quase tudo, o antigo funcionário bancário Fernando Silveira olha para o actual quadro económico e receia ainda tempos piores para a já difícil situação das empresas na antiga Sá da Bandeira.

“Hoje se você dar uma volta pelo Lubango há empresas que já foram sólidas e estão menos sólidas, muitas delas fecharam porque não tinham chances de sobreviver”, disse, fazendo notar a falta de apoio às empesas e as taxas de juro dos bancos que podem chegar aos 28%.

“Eu não sei se não vai haver mais empresas a fechar”, rematou.

No Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2019 o município do Lubango tem destinada uma verba de cerca de dois mil milhões de kwanzas, valores que, segundo o seu administrador municipal, está longe de responder à demanda.

Armando Vieira faz comparações e entende que o município devia ter outra atenção do Governo central.

“Se verificarem o município do Lubango tem muito mais população que muitas províncias do país pelo que eu acho que seria correcto termos um orçamento diferenciado de forma a que possamos não só implementar projectos sociais que mexam com a vida das pessoas, mas também que possamos materializar as nossas ideias e as ideias das comunidades”, afirmou.

Ele reconheceu que tem “dificuldades de exercer o trabalho com a melhor eficiência”.

A implementação em curso do projecto de infra-estruturas integradas de subordinação central avaliada em mais de 200 milhões de dólares, que contempla a reabilitação de estradas, ruas e passeios do Lubango num período de três anos, é vista como a melhor iniciativa que tenta mudar a desgastada imagem da cidade.

A 31 de Maio de 1923, Lubango ascendeu à categoria de cidade.

A data marca a chegada à então Sá da Bandeira do primeiro comboio de passageiros e mercadorias.

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