Dados divulgados nesta quinta-feira indicam que entre 2015 à presente data foram registados, no país, mais de 100 casos.

Segundo a responsável, que falava à imprensa após a abertura da palestra sobre o tráfico de seres humanos no país, o registo frequente de crimes desta natureza nestas cidades deve-se ao maior fluxo de movimentação demográfica.

Conforme a responsável, Angola é tido como país de origem pelas vítimas que são levadas para  outros países e de destino, pelos casos registados provenientes de repúblicas vizinhas.

Dos 100 casos  são catalogados, informou, 80 estão em fase de investigação, ao passo que 20 já tiveram tratamento jurídico no tribunal provincial de Luanda.

Ana Celeste Cardoso Januário tratou o fenómeno de uma ameaça à segurança nacional e internacional, que deve ser controlado, uma vez que cerca de 72% das suas vítimas são mulheres e meninas.

Alertou a sociedade para maior atenção a esta incidência criminal, uma vez que os prevaricadores são difíceis de serem identificados pela forma como actuam, citando como exemplos de traficantes que oferecem bolsas de estudos, pedidos para cuidar de crianças a fim de dar melhores condições de vida.

Por seu turno, o comandante-geral da Polícia nacional, Paulo de Almeida, salientou ser um assunto actual, na qual a corporação tem estado a redobrar esforços para o garante da prevenção em matéria de tráfico de pessoas.

Durante a palestre, realizada no Instituto de Ciências Policiais e Criminais Osvaldo Serra Van- Dúnem, foram abordadas ainda o contexto jurídico actual dos refugiados e migrantes em Angola, direitos e deveres dos refugiados à luz do ordenamento jurídico angolano e outros.

A formação insere-se nas manifestações do Dia Internacional da Luta contra o Tráfico de Pessoas, assinalado hoje (dia 30 de Julho).

Angola aderiu a campanha de luta contra o tráfico de seres humanos em Julho de 2018, depois da data ser instituída a nível internacional a 30 de Julho de 2014, por determinação da ONU.

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