No período em referência, mais de duas mil pessoas foram afectadas pela calamidade, que destruiu totalmente 465 residências e parcialmente outras 80.

Em declarações à imprensa, depois do encontro com o governador, Sérgio Luther Rescova Joaquim, o comandante do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros de Luanda, comissário bombeiro, Tito Manuel, anunciou que será criado um Posto Comando, que vai se responsabilizar pelas acções de protecção dos munícipes, visando a redução de vítimas e danos materiais.

Deu a conhecer que estruturas semelhantes serão criadas nos municípios, para se fazer a gestão dos problemas a nível local, sobretudo, no capítulo da prevenção.

Segundo o responsável, algumas pessoas morrem, em Luanda, na época chuvosa, por desobediência, visto que construíram as suas casas nas valas de drenagem e nas linhas de água.

A província de Luanda tem registado inundações consecutivas, nos bairros periféricos, causadas pelo deficiente saneamento básico e escoamento das águas pluviais.

Estas inundações têm causado dificuldades na circulação rodoviária (vias secundárias e terciárias) e aos peões no interior dos bairros.

A construção de residências nas linhas de água, a ineficiência das valas de drenagem, a falta de sarjetas e colectores são algumas das causas das inundações no tempo chuvoso.

De acordo com os bombeiros, as zonas criticas são Hoji ya Henda, Tala Hadi e Popular, no município do Cazenga,  do Km 12  ao 17 (Viana),  Kicolo, Vale do Paraíso e Belo Monte (Cacuaco), Bita e Salinas (Belas), Camama, Calemba-2, (Kilamba Kiaxi), bairro Dangereaux (Talatona),  interior dos distritos do Neves Bendinha, Sambizanga,  encostas dos morros da Samba e Boavista na Ingombota, (Luanda).

Com uma extensão de 24.651 quilómetros quadrados, a capital angolana é integrada pelos municípios de Luanda, Cazenga, Cacuaco, Viana, Kilamba Kiaxi, Talatona, Belas, Icolo e Bengo e Quiçama.

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