O III Fórum da Rede de Mulheres Jornalistas Africanas “Les Panafricaines” chegou ao fim no sábado, 7 de marco, em Casablanca (Marrocos). Uma das recomendações do certame que sai do certame é a necessidade de agir o quanto antes perante as mudanças climáticas que estão a afetar o planeta onde o continente africano é o que mais sofre as suas consequências e onde as mulheres têm um papel fundamental nesta mudança.

Uma série de recomendações relacionadas com as mudanças climáticas, elaboradas pelas jornalistas africanas e pelos especialistas que estiveram presentes no terceiro fórum, surge na sequência da conclusão do “Les Panafricaines” 2020 que teve como tema “Emergência climática: os media enquanto atores da mudança”.

A eficiência energética, a gestão sustentável dos recursos hídricos, a agricultura sustentável, o impacto das mudanças climáticas na saúde, as cidades sustentáveis, a gestão de resíduos e os media enquanto atores da mudança foram os temas dos sete painéis que ocorreram no fórum.

O último painel sobre o papel do media na adaptação às mudanças climáticas foi eleito como favorito pelas jornalistas presentes no certame. O tema moderado por Aziz Diouf, presidente da Rede marroquina de jornalistas de energia e desenvolvimento sustentável, vai ao encontro da temática da rede deste ano e procurou passar a mensagem sobre a importância dos jornalistas assumirem a sua responsabilidade enquanto atores no processo de mudança porque “a cobertura mediática faz a diferença”.

Este painel também sugeriu à organização da rede a criação de um prémio de jornalismo para os melhores trabalhos elaborados pelas jornalistas da “Les Panafricaines”.

Coube a Samira Sitail, uma das profissionais que faz parte do conselho permanente da rede, fazer o discurso de encerramento do fórum. A jornalista marroquina salientou que é “um enorme feito que 54 países africanos estejam presentes no evento” numa altura em que o trabalho sério do jornalista é tão importante, numa alusão ao fenómeno das fake news.

“Vamos nos manter unidas nesta causa”, incentivou Samira Sitail e citou o lema que marca a rede: “Sozinhas vamos depressa, juntas vamos mais longe”.

Outra novidade desta edição, que contou com uma mensagem (em vídeo) de incentivo do artista senegalês Youssou N'Dour, é a abertura do site da rede - https://lespanafricaines.com  onde é possível encontrar várias informações sobre a iniciativa que surgiu em 2017, pela mão do grupo de media marroquino 2M.

Para a próxima edição, a ambição é aumentar o número de participantes para 400 profissionais, garantiu à imprensa a diretora financeira do grupo 2M, Khadidja Boujanoui que preside o departamento de Paridade e Diversidade da empresa que promove o evento.

Já Houreye Thiam, jornalista senegalesa que também integra o comité permanente da “Les Panafricaines”, garante que a rede vai continuar a consciencializar as jornalistas sobre o papel fundamental dos media na mudança para que “elas também compreendam as emergências climáticas e para que falem disso nos seus media, nos seus países, etc.”.

A jornalista está em Marrocos a convite da organização da Rede 'Les Panafricaines'.

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