Esse pronunciamento foi feito à Angop, sexta-feira, pela responsável da instituição de caridade, madre Maria Valero, a propósito da situação do lar, que existe desde 1994.

Afirmou que a falta de manutenção da estrutura física do lar é um dos maiores problemas enfrentado pela direcção do centro de acolhimento de pessoas da terceira idade.

A também missionária da Congregação Filha da Caridade de São Vicente de Paulo apelou às autoridades públicas e agentes privados no sentido de apoiarem na manutenção da estrutura física do lar, no sentido de se garantir maior dignidade aos idosos, acolhidos naquele centro.

“Precisamos de apoio urgente para a manutenção do lar”, reforçou a madre de nacionalidade espanhola, salientando que o centro tem capacidade para albergar 24 idosos, distribuídos por oito quartos, com três camas cada.

A responsável fez saber que um dos seus principais benfeitores do lar é a Empresa de Águas e Saneamento do Lobito (EASL), que isentou o centro de acolhimento de idosos do pagamento do consumo da água.

Realçou, de igual modo, o apoio recebido de entidades particulares, entre as quais do empresário Victor Alves, presidente do grupo INAR, que tem ajudado com produtos alimentares.

Informou que a assistência médica e medicamentosa, assim como outras necessidades básicas, são suportadas pela própria congregação, ressaltando que dos 24 idosos acolhidos, na sua maior parte com 70 anos de  idade, entre homens e mulheres, nove são portadores de deficiência física e a sua locomoção é feita com ajuda de cadeira de rodas.

Deu a conhecer que alguns dos idosos são antigos deslocados da guerra da província do Huambo e do Bié, enquanto outros são indivíduos das cidades de Benguela e Lobito, respectivamente, abandonados pelas próprias famílias.

Ressaltou que a direcção do lar tem ocupado o tempo dos idosos com pequenas tarefas domésticas e momentos de diversão com  jogos, música, histórias e sessões de perguntas e respostas para exercitar a mente.

Situado no bairro Kassai, o Lar São Vicente de Paulo, foi fundado pelo missionário espanhol Jacinto Simão, sensibilizado pelas dificuldades enfrentadas por idosos angolanos, que abandonaram as suas regiões de origem e buscaram refugio em Benguela, no período da guerra civil no país, que já terminou em 2002.

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