Aissatu Djaló, presidente do Conselho Nacional da Juventude (CNJ) da Guiné-Bissau, anfitrião do encontro, que junta líderes juvenis guineenses, de Cabo Verde, do Senegal, do Burkina-Faso, da Guiné-Conacri e de Marrocos, disse à Lusa que será dado ênfase especial às drogas, álcool e o tabaco.

Os líderes juvenis dos seis países irão identificar e reforçar capacidades em matéria de prevenção de "comportamentos desviantes e aditivos" derivados do consumo de substâncias entorpecedoras, precisou Djaló.

Cada representante do CNJ dos seis países irá apresentar a sua realidade e ainda propor medidas de melhor combate ao fenómeno que a líder juvenil guineense disse ser "preocupação maior" dos países africanos.

No caso da Guiné-Bissau, Aissatu Djaló, assinalou o facto de estar a aumentar o número de jovens com problemas mentais nas ruas das principais cidades do país, fruto do consumo de drogas ilícitas e do álcool, frisou.

A líder do CNJ guineense enfatizou ainda o facto de os jovens constituírem "a franja maior" da população do país, por representarem, disse, cerca de 70 por cento, ou seja, pessoas com idades compreendidas entre 15 a 29 anos.

Aissatu Djaló afirmou ser urgente que o país adote medidas para "tirar os jovens do ócio" caso contrário, observou, aqueles continuarão a recorrer às substâncias proibidas para "passar o tempo".

As recomendações que saírem do encontro de líderes juvenis dos seis países africanos serão entregues aos governos e ainda à conferência dos ministros da Juventude e Desportos da francofonia (Confejes), co-patrocinadora do encontro de Bissau.

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