Deste número, 80 mil 537 são ex-militares, 13 mil deficientes de guerra e 24 mil são viúvas e órfãos.

Segundo o responsável, que falava em conferência de imprensa sobre o estado actual do processo de reintegração, o "calcanhar de Aquiles" é a questão financeira, salientando que precisam de 39 mil milhões de Kwanzas para efectivar este processo até 2022.

Domingos Tchikanha referiu que devido a questão financeira, o ano passado conseguiram apenas reintegrar mil e quatro ex-militares de um universo de 11 mil, o que corresponde a 20 por cento.

Apontou as províncias de Benguela, com 17 mil e 200 e Huíla, com 12 mil, as que possuem maior número de ex-militares por reintegrar, ao passo que a do Zaire, com 49, com menos efectivos.

Os reintegrados desenvolvem acções em várias áreas como agricultura, pescas, carpintaria, alfaiataria e comércio informal, para a sua sobrevivência e de suas famílias.

Apelou aos empresários e todos actores da sociedade a priorizar os ex-militares para que sejam inseridos no mercado de trabalho.

O IRSEM controla os desmobilizados de guerra no âmbito dos acordos de paz de Bicesse (1991), protocolo do Luena (1992), Lusaka (1994) e Namibe (1996), num total de 241 mil.

Adiantou que no acto de desmobilização o militar recebe 55 mil Kwanzas e uma guia, com o qual se dirige aos serviços provinciais do IRSEM para o seu registo.

A conferência de imprensa marca o início das actividades da comemoração do 24º aniversário do IRSEM, a assinalar-se a 14 de Abril.

O IRSEM é o órgão do Estado que visa assegurar a implementação e desenvolvimento de uma política de apoio à reintegração social, económica e profissional dos ex-militares.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.