A falta de uma lista indicativa dificulta também determinar a quantidade e o valor do acervo museológico retirado de forma ilícita deste recinto durante o tempo de guerra, segundo o responsável provincial da cultura, Biluka Nsakala Nsenga.

Disse que do Museu dos Reis do Kongo saíram muitas peças que actualmente preenchem as galerias de alguns museus do mundo, bem como na existência de outras em posse de cidadãos nacionais.

Em declarações à Angop, afirmou que alguns munícipes de Mbanza Kongo, por  própria iniciativa, ofereceram 12 peças que se juntaram ao actual acervo do museu, constituído por 108 peças, 92 das quais em exposição.

O acervo do Museu dos Reis do Kongo está repartido em quatro grupos, segundo a sua importância, sendo que o primeiro reúne bens culturais que retratam aspectos históricos, geográficos e políticos do antigo Reino do Kongo, cuja capital era Mbanza Kongo.

O segundo grupo contém peças que simbolizam a organização socioeconómica do Reino, o terceiro inclui objectos que testemunham o culto ancestral, enquanto o quarto espelha a abertura do Reino do Kongo ao mundo ocidental.

O edifício principal do museu foi no passado uma residência real construída em 1903, até a última sucessão do trono ocorrida na década de 1960, tendo sido transformada em Museu do Reino do Kongo após a independência nacional.

O espaço permaneceu encerrado por algum tempo devido o conflito armado, tendo sido reaberto em 2007, depois de beneficiar de obras de restauro e ampliação, passando desta feita a denominar-se Museu dos Reis do Kongo.

Este edifício está classificado como Património Cultural Nacional, um feito complementado com a inscrição do centro histórico de Mbanza Kongo na lista do Património Cultural da Humanidade, a 8 de Julho de 2017.

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