Falando num workshop organizado pelo INBAC para a apresentação do Plano de Gestão do Parque Nacional Maiombe, apontou a necessidade de se reavaliar o impacto ambiental na zona proposta para exploração de petróleo, que coincide com a zona de alto potencial de biodiversidade.

Os  participantes no encontro destacaram ainda que se deve fortalecer as relações intersectoriais a todos os níveis, nas questões referentes a agricultura itinerante, caça furtiva, garimpo da madeira e minerais, produção de carvão vegetal, emissão de licenças e os mecanismos de operações para assegurar a preservação e gestão sustentável dos recursos naturais.

Desincentivar e combater a compra de bebés de primatas que se pressupõe a morte de seus progenitores pelos caçadores e implementar a mesma medida para os papagaios cinzentos e outras espécies em vias de extinção constam igualmente das decisões saídas no workshop.

O INBAC, principal regulador dos parques nacionais, entende que o perigo do aumento da população humana, bem como das actividades económicas nas zonas de transumância está na base do conflito homem e elefantes no Parque Nacional Maiombe.

Para isso, foram analisadas regras, incluindo épocas venatórias para licenciamento de caça de subsistência aos residentes do Parque Nacional Maiombe legalmente identificadas, com propostas de alteração dos termos de planos subsidiárias para programas.

Alinhar o plano de gestão com planos directores provinciais e municipais, no âmbito das autarquias locais, identificar e sinalizar às zonas de entrada e de circulação dos animais do Parque, em particular dos elefantes, foram igualmente aspectos que mereceram atenção dos participantes.

Solicitou-se ainda  de todos os intervenientes do Parque Nacional Maiombe, nomeadamente madeireiros, exploradores de mineiros, caçadores, autoridades da administração municipal do Buco-Zau e tradicionais uma colaboração integrada para a obtenção de melhores resultados no desafio de conservação e gestão sustentável do Parque Nacional Maiombe.

O Parque Nacional Maiombe foi criado mediante o Decreto Presidencial número 38/11, com o objectivo de proteger, conservar e garantir a gestão sustentável dos ecossistemas da Floresta do Maiombe e o desenvolvimento socioeconómico das comunidades.

A floresta do Maiombe comporta uma diversidade da fauna e flora com árvores frondosas que podem atingir 50 metros de altura, incluindo espécies preciosas de madeiras e de animais em risco de extinção.

Faz fronteira com o Congo Brazaville e com a RD do Congo, constituindo parte integrante da Área Transfronteiriça do Maiombe e ocupa uma área de cerca de 193 hectares.

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