Ao materializar-se, o Plano contempla espaços específicos para a publicitação de bens e serviços, realização de actividades culturais e desportivas, assim como o pagamento de taxas de saneamento básico e de turismo pelos seus utentes.

Com esse conceito, pretende-se incentivar e dinamizar os vários tipos de turismo localmente e, desta forma, arrecadar-se receitas para o Cofre do Estado, sem onerar as despesas do OGE, segundo o mentor da iniciativa, engenheiro civil Paulo Nobre.

“Não podemos ficar a espera que o Estado tenha disponibilidade financeira para fazer as intervenções que a Ilha necessita, porquanto, esta área possui muitos atractivos, desde os pontos para publicidades e eventos, as praias e outras formas de gerar riqueza”, expressou.

O que se nota, observou, é que nesta localidade, qualquer pessoa abre o seu negócio, mas sem pagar quaisquer verbas para a manutenção das infraestruturas, não obstante pagarem os impostos/anuais intrínsecos às actividades que desenvolvem.

Ao apresentar o projecto, Paulo Nobre disse que os angolanos não podem deixar cair a Ilha do Cabo, por ser importante para os seus moradores, frequentadores e pelo facto de o turismo ser nulo sem que esta zona esteja em condições para receber os cidadãos.

“É assim que se faz em todo o mundo, a exemplo de Copa Cabana (Brasil). Pois, temos de reabilitar e conservar a Ilha, e não incumbir toda a responsabilidade ao Estado, que por sinal está descapitalizado. Precisamos de rentabilizar zona”, resumiu.

Paralelamente ao “Plano Estratégico de Desenvolvimento da Ilha de Luanda” foi também apresentado um outro “Projecto de Produção de Adubos Orgânicos”, já em implementação, a partir de resíduos sólidos (lixos), sob iniciativa do engenheiro Bernardo Karitoco.

As duas maquetes foram apresentadas, em Luanda, durante a segunda edição da “Gala do Engenheiro”, devendo a proposta arquitectónica ser submetida às autoridades para validação e possível negociação.

Na ocasião, foi assinado um protocolo de parceria e equivalência entre a Ordem dos Engenheiros de Angola e a Associação Angolana dos Geofísicos, à luz do qual os geofísicos passam a integrar a OEA como membros extraordinários.

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