E assim viveram felizes para sempre, pelo menos é o que se espera quando duas pessoas se casam. Mas nem sempre as coisas correm do jeito pretendido e os casais requerem a anulação do casamento. Em relação aos casamentos entre homossexuais a igreja está a analisar o "grau" de homossexualidade de um dos cônjuges antes de pedir a anulação.

O presidente da Associação Portuguesa de Canonistas (APC) afirma que «a orientação que temos é que deve ser feita uma perícia psiquiátrica» para aferir se se trata «de uma homossexualidade prevalente ou exclusiva, ou algo de acidental»

Joaquim da Assunção Ferreira explica que há uma escala e que os últimos «graus» tornam a pessoa em causa «incapaz de realizar funções conjugais». Em causa estão os «graus» em que as pessoas são «predominantemente homossexuais, os só acidentalmente heterossexuais e os exclusivamente homossexuais», avança o jornal Sol, na sua edição online.

O cónego argumenta que «a pessoa pode não ser um heterossexual puro, mas, se algumas tendências pouco significativas existirem, esse matrimónio certamente que se manterá», desde que o indivíduo assuma que «a obrigação dele é viver em castidade [homossexual] e corrigir».

O presidente da APC opina que «há a possibilidade em medicina de correcção, mas não tem sido muito eficaz» porque «a natureza é muito forte», acrescentando que «o psiquiatra pode medir-lhe o grau [de homossexualidade] e receitar algo [medicamentos] que lhe permita recusar essa tendência que o próprio mostre vontade de eliminar».

A Associação Portuguesa de Canonistas (APC) revela que existem cerca de 150 pedidos de nulidade de casamento nos tribunais eclesiásticos, e que em média os processos esperam entre 18 meses a dois anos para obter uma sentença em primeira instância.

SAPO/SOL

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