As detenções foram feitas em flagrante nas localidades de Mupopo, Matoti e Vihongue (Jamba), assim como nas aldeias de Tchivila, Yondo e Cassanda (Chipindo).

As acções, segundo o porta-voz da delegação provincial do interior, Manuel Halaiwa, foram desenvolvidas pelo posto comando auxiliar da Operação Transparência na região, que desmantelou cinco focos de exploração ilícita desse minério.

Fez saber que a acção policial resultou na destruição de 18 cabanas artesanais, bem como a apreensão de duas viaturas, 15 motorizadas, duas gramas de suposto ouro, 750 kg de cascalho e utensílios de exploração.

Os cidadãos detidos foram presentes ao Ministério Público, tendo sido abertos processos-crime para imputação de responsabilidades, sublinhou o inpector-prisional.

A corrida na busca pelo ouro levou nos dois municípios (Jamba e Chipindo), nesta quarta-feira, o coordenador-adjunto do Posto Comando da Operação Transparência, comissário Mário Queiroz, onde manteve encontro com a coordenação auxiliar dirigida pelo comandante provincial, comissário Divaldo Martins.

Da avaliação feita, segundo o porta-voz Manuel Halaiwa, conclui-se que os resultados ora alcançados são “animadores”, olhando para as detenções efectuadas, o desmantelamento de focos de exploração ilícita, num trabalho contínuo.

Desde o início dos trabalhos de exploração de ouro no Chipindo, há três anos, e de prospecção na Jamba, em 2018, vários cidadãos, sobretudo de Benguela, Huambo e Luanda acampam em várias zonas desses municípios, onde tentam obter o minério de forma ilegal.

Este facto já custou a vida a 22 pessoas, devido o deslizamentos de terras.

O município da Jamba dista a 356 quilómetros a leste do Lubango, enquanto o de Chipindo a 456 a norte.

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