“À luz dos últimos desenvolvimentos, a equipa de organização da Hora do Planeta cancelou todos os eventos físicos, e recomenda que todos os indivíduos fiquem e em casa e participem da Hora do Planeta digital”, lê-se no ‘site’ português do Movimento Hora do Planeta.

O apelo da Hora do Planeta é que no dia 28 de março, sábado, todos desliguem ou reduzam as luzes, entre as 20:30 e as 21:30 (hora de Lisboa), e usem estes 60 minutos para envolver as suas comunidades ‘online’.

O movimento aponta para as “circunstâncias excecionais” provocadas pelo novo coronavírus e pede para que todos participem “em segurança”, a partir de casa.

“Estamos profundamente tristes com a perda de vidas com o surto de covid-19 e os nossos pensamentos estão com as famílias que perderam entes queridos ou que estão doentes. Nesta hora de crise, temos de nos unir mais do que nunca para salvaguardar o nosso futuro e o futuro do nosso planeta. É um momento de solidariedade e é por isso que a Hora do Planeta vai ser marcada por eventos digitais em todo o mundo”, disse Marco Lambertini, diretor geral da World Wide Fund For Nature (WWF).

Em Portugal, a Associação Natureza Portugal (ANP) cancelou o evento presencial que iria organizar em Gaia, convertendo-o num momento digital. Assim, Portugal participará na Hora do Planeta 2020 convidando os seus embaixadores Mónica e Rubim, Chef Fábio, Miguel Martins (aka EDIS ONE), entre outros, a participar numa hora com partilha de receitas, músicas, receitas ao vivo e experiências sustentáveis, numa transmissão em direto a partir das 20:00 na página na rede social Facebook da associação, a partir das suas casas.

Apesar das condicionantes da edição deste ano, a diretora executiva da ANP|WWF, Ângela Morgado, sublinha a importância de manter ativa a luta ambientalista que o movimento corporiza.

“A natureza é a tábua de salvação para 7,6 mil milhões de pessoas. Atualmente, estamos a destruir os sistemas naturais em que confiamos para garantir a nossa saúde e bem-estar mais rápido do que eles se conseguem restabelecer, comprometendo a nossa própria sobrevivência e existência. Por isso, a Hora do Planeta 2020 oferece uma oportunidade fundamental de unir milhões de pessoas e levantar a sua voz para garantir um compromisso internacional de parar e reverter a perda da natureza”, reforçou.

Tendo começado como um evento simbólico de luzes apagadas, em 2007, a Hora do Planeta cresceu e tornou-se um verdadeiro movimento de massas. Sempre que seja seguro fazê-lo, a iniciativa mantém o seu pedido para que monumentos e edifícios por todo o país apaguem as suas luzes durante uma hora, a partir das 20:30.

Em Portugal são mais de 100 os municípios aderentes. Os principais monumentos de Lisboa, como o Santuário do Cristo Rei ou a Ponte 25 de Abril, o mosteiro da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia, o Aqueduto da Amoreira, em Elvas, o Castelo de Bragança, o Mosteiro de Arouca, a Praça da República, em Ovar, já confirmaram que vão aderir ao apagão simbólico.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.

Em Portugal, registaram-se 76 mortes, mais 16 do que na véspera (+26,7%), e 4.268 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que identificou 724 novos casos em relação a quinta-feira (+20,4%).

Dos infetados, 354 estão internados, 71 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 43 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

DN (BYD/DDD) // HB

Lusa/Fim

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