Segundo o oficial de informação do Comando Provincial da PN, inspector Quintino Ferreira, em declarações hoje, terça-feira, à Angop, o homem de 42 anos, foi detido na semana passada.

O oficial adiantou que segundo as explicações do homem, o preço praticado na compra de material de cobre e alumínio, no mercado clandestino, incentiva a vandalização e o roubo do material da Empresa de Distribuição de Electricidade (ENDE).

“ O homem afirmou que os cabos de cobre e alumínio são vendidos por mil kwanzas o quilo”, disse Quintino Ferreira.

Os ladrões furtam material eléctrico da rede pública, com realce para os cabos de electricidade de cobre e alumínio, armários de seccionamento, postos de transformação e de distribuição.

As zonas mais afectadas e que sofreram maiores prejuízos, em consequência dos furtos, são a Avenida Fidel Castro, distrito do Camama e a Cidade do Kilamba.

De acordo com o homem, nesta prática estão envolvidos cidadãos nacionais e estrangeiros, entre os que furtam directamente, intermediários e os compradores.

Os cabos de cobre e alumínio são comercializados em fábricas localizadas nos municípios de Viana e Cazenga, onde são fundidos, transformados e vendidos no mercado informal, com destaque para os da Madeira e Golfe.

Na madrugada desta quinta-feira,5, desconhecidos vandalizaram a cabine de seccionamento de energia eléctrica, na parte norte da Centralidade do Kilamba, município de Belas para o roubo de cabos de cobre.

De salientar que o material roubado é fundido e transformado em barras e posteriormente levado para o exterior do pais.

Mais de um bilhão e quinhentos milhões de kwanzas é prejuízo causado à ENDE pelo roubo, por desconhecidos, de material eléctrico da rede de iluminação pública nos municípios de Talatona, Belas, Cacuaco e Viana, desde 2016.

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