A manifestação teve lugar junto à Embaixada de Portugal em Bissau, tendo alguns dos participantes associado o assassinato ao racismo.

“Não fomos recebidos, infelizmente, pelas autoridades de Portugal na sua Embaixada em Bissau. Isso demostra que Portugal está a compactuar-se, ou seja, está a patrocinar atos de racistas, o que nós, enquanto cidadão de mundo, não podemos aceitá-los, ” disse Vladimir Vitorino Gomes, em nome dos manifestantes.

O professor de relações internacionais, Fernando Mandinga da Fonseca disse que a “população negra não deve ser desrespeitada na sua condição humana. Por isso, deve haver repúdio e condenação por parte de todos os governos, incluindo o da Guiné-Bissau”.

O grupo agendou para a próxima sexta-feira, 30 de julho, mais uma manifestação em frente da Embaixada de Portugal em Bissau.

Bruno Candé foi morto em Moscavide, concelho de Loures, no último fim de semana.

A imprensa de Lisboa reportou que o suspeito assassino, de cerca de 80 anos de idade, está em prisão preventiva depois de ter sido ouvido, no Tribunal de Loures.

A família de Bruno Candé Marques disse que o ator de 39 anos de idade “foi alvejado à queima-roupa, com quatro tiros, na rua principal de Moscavide (…) o seu assassino já o havia ameaçado de morte três dias antes, proferindo vários insultos racistas”.

A polícia portuguesa disse não ter até agora qualquer informação que comprove a motivação racial no assassinato.

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