De acordo com o ministro da Polícia sul-africano, Bheki Cele, o número de homicídios, violações e roubos diminuiu 63%, 82% e 63%, respetivamente, entre 27 de março, quando entraram em vigor as medidas de confinamento, e 19 de maio, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

"Houve um declínio significativo, especialmente na categoria dos crimes violentos, incluindo a violência contra as mulheres", afirmou.

A fim de abrandar a pandemia de COVID-19, a África do Sul vive há dois meses em confinamento obrigatório tendo sido proibida a venda de álcool e tabaco.

Uma semana após o início desta medida, o ministro tinha já assinalado a redução da criminalidade, atribuindo-a à "impossibilidade de obter álcool", palavras que causaram grande polémica.

Hoje, Bheki Cele não fez qualquer referência à venda de álcool.

Com uma média de 58 homicídios por dia, segundo os números anuais publicados pela polícia em setembro passado, a África do Sul é considerada uma das nações mais violentas do mundo.

É também o mais afetado pela COVID-19 na África Subsaariana, com 19.137 casos de infeção e 369 mortes.

"Caberá aos nossos analistas determinar as razões da evolução do crime", disse o ministro, escusando-se a responder a todas as questões sobre relacionadas com a proibição de venda de álcool.

Por outro lado, Bheki Cele apontou "um aumento do contrabando [de álcool e tabaco] entre a África do Sul e os países vizinhos do Botsuana, Esuatíni, Lesoto, Moçambique e Zimbabué" desde o final de março.

O ministro afirmou ainda que a polícia prendeu 230 mil pessoas por violação das regras de contenção, sobretudo por delitos relacionados com a venda de álcool e tabaco.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.